sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Abri meu baú pra dizer que acabou... não, o mundo não...

só uma parte importante da minha vida... Eu poderia dizer tudo aquilo que todo mundo sempre diz. Eu poderia copiar num cartão as mais belas frases e citações sobre o amor que já escreveram na história. Eu poderia tentar explicar o quanto gosto, o quanto é importante, mas não, não vou. Eu acho que só vou parar e olhar. E não só olhar, como todo mundo olha toda vez que se encontra, mas olhar de verdade. Ficar na frente e mirar nos olhos brilhantes como quem mergulha na alma. Obsevar o contorno para terminar de decorar cada um dos traços, concluir essa pintura interna que eu tenho de você. Sentir o cheiro, aquele que está impregnado em mim, que eu reconheço mesmo que estejamos numa estação de metrô lotada. Tocar a pele e sentir o arrepio bom que da toca vez que isso acontece, que me faz flutuar sem sair do chão e me leva a lugares que eu nunca imaginei. Eu só vou fazer isso. Só vou te beijar com a leveza de um beija-flor, que vem e parte, que tem liberdade, pra amenizar essa minha saudade que nunca passa, meu desejo que cresce a cada fagulha de pensamento em ti, o olha que não ha mais muito em que eu consiga pensar. Eu vou fechar os olhos enquanto isso acontece e agradecer por você existir. Por de alguma maneira inexplicável me deixar confortável sempre, mesmo nos territórios mais esquisitos, como um grunge numa festa junina, que nunca dançou forró, mas se sente a vontade ate com sua camisa de flanela xadrez. Eu poderia te fazer juramentos, prometer sentimentos eternos, e de forma sutil esperar ouvir tudo isso de volta. Eu poderia pedir pra ficar comigo para sempre. Mas eu não vou. O que mais prezo é a nossa liberdade, nosso direito incondicional de ir e vir, viver e experimentar, sentir qualquer coisa e por escolha própria decidir voltar. Não por dependencia ou obrigação, mas porque nada mais tem tanta graça depois de saber que tudo pode ser tão bom e simples assim. Eu poderia te dar presentes caros e te levar aos lugares mais disputados. Eu poderia fazer mil e duas coisas para tentar te impressionar. Mas não, nada disso. Eu só vou sorrir pra você, o meu sorriso mais sincero, o mais verdadeiro e profundo, aquele que me atravessa o rosto toda vez que eu penso no quanto você é especial. No quanto os dias tem mais graça depois que eu te conheci, no quanto é bom viver só pra correr o risco de cruzar com alguem que se encontrou, assim como nós nos encontramos, não importa o quanto isso dure. Hoje eu poderia tanta coisa! Mas eu só vou te lembrar de quanto o mundo é um lugar incrível, que na vida as possibilidades são infinitas, que todas as coisas podem ser muito boas e interessantes, mas que não tem nada, absolutamente nada melhor que estar com você. Ou não tinha, porque agora não tem mais...

terça-feira, 13 de março de 2012

abri meu baú... e mostrei meus medos...

_ Amore... de que vc tem medo?
_ Barata principalmente... kakakaka
_ Canalha ... hahahahaha
_ Também te amo!
_ uma coisa é certa... só duas pessoas conhecem meus medos e fraquezas... e uma dessas pessoas é vc...
E quais são meus medos??? acho que basicamente tenho medo de tudo... medo de perder: pessoas que amo, coisas que gosto, a hora, a oportunidade, a vida, amor, família, amigos. Medo de não dar conta: do trabalho, da casa, das obrigações, das responsabilidades, das cobranças postas nas minhas costas. Medo de ser: mais do que posso ou menos do que quero, sincera
demais ou amar demasiadamente, boba de mais, chorona de mais ou não ser capaz de sorrir das coisas simples da vida. Tenho medo de me perder e não conseguir me encontrar. De me doar demais e não ser reconhecida, de amar e não ser correspondida. De sonhar sonhos inalcançáveis, seguir caminhos longínquos e no chegar a lugar algum. Ao mesmo tempo sei que de nada adianta ter medo, na vida temos que arriscar, mas e a coragem?? Tem pra vender? Algum cursinho ensina a criar ou aumentar? Sabe, eu as vezes leio pra sumir e esquecer de todos meus medos... numa leitura recente, parei e li e reli um trecho e acho que se encaixou perfeitamente pra mim: “As vezes acho que todo mundo anda só fingindo ter coragem e nenhum de nós a temos de verdade. Vai ver é fingindo que arranjamos coragem, não sei.”

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Abri meu baú... para esperar...

Esperar a hora passar, pena que o relógio insiste em não colaborar.
Depois de um domingo inteiro tentando atrasar o relógio agora quero que ele corra, é possível entender isso?
O engraçado é que jamais vi um domingo tão veloz e também tão cheio de informações a confirmar, "Qual o nome do papai?", "Qual o nome da mamãe?", "Onde trabalham o papai e a mamãe?", "Qual o numero do telefone da mamãe?". Organiza e confere a lista de material, e vamos etiquetar! Precisa de tipagem sanguínea nas etiquetas dos cadernos? (paranoica, eu? impressão sua!)
Enfim amanhece a segunda-feira (já que estava acordada a noite toda presenciei o fato em primeira mão!), tira a Fada Faladora da cama, veste com o uniforme, penteia e poe xuxinha, fotografa é claro!
Após uma caminhada cheia de perguntas e resposta chegamos a escolinha e lá se senta ela rodeada de outras crianças, dou um beijo e digo adeus... meu estômago se enche e borboletas esvoaçantes querendo sair pela boca e lagrimas querendo derramar pelos olhos... rodeio as janelas... espero e ela chora... tenho vontades de pega-lá e sair correndo e jamais traze-lá de volta aquele lugar! O Papai me acalma e no fundo também se acalma com suas próprias palavras de conforto, vejo nos olhos dele a mesma angustia que há em meu peito. Ainda bem que ele estava lá comigo (como sempre nestes 10 anos!), a Fada Faladora se acalma, o Papai me pega pela mão e vamos embora com a promessa da diretora de que ela ficará bem e que qualquer problema seremos avisados.
Não tenho vergonha de dizer, chorei o caminho inteiro até em casa (e neste momento ainda choro) e que senão fosse a força do Papai segurando minha mão teria voltado e me sentado na calçada enfrente a escola.
Agora novamente começa a contagem regressiva, faltam 02 horas e 07 minutos para que eu possa aperta-lá em meus braços e ouvir sua reclamação por eu ter ido embora, e vai reclamar muito minha Fada Faladora, mais quem se importa quando temos o que mais amamos em nossos braços?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Abri meu baú.... para pensar...

Pensar o que sentiu minha mãe, minha irmã e tantas outras mães em seu primeiro momento de separação de suas tão adoradas crias.
Mais essa história não começa aqui, mas sim em dezembro do ultimo ano... Lá se vai está mãe que vos fala passar uma fria noite (e sim, faz frio em Rondônia!) no patio da escola municipal, entre mães, pais e avós. Depois de muitas histórias tristes e felizes amanhece o dia e finalmente minha pequena Fada Faladora encontra-se matriculada no pré-I.
Inicia-se ai uma contagem regressiva torturante de minha parte e ansiosa por parte dela, todas as manhãs de "é hoje mãe, que eu vou na minha escolinha?" e todas as noites de "quantos dias ainda faltam mãe?", não é atoa que a apelidei de Fada Faladora!
Então veio a odisseia das papelarias e lojas de uniformes, convencer a Fada Faladora que o uniforme verde também é de menina, mesmo não tendo rosa nele, a mochila (rosa, claro!) de rodinhas, escolher cadernos de flores e massinhas que ela ainda não poderia usar, e por ai vai uma lista de materiais escolares sem fim, mas com muitas marcas bem especificadas.
E aqui me encontro agora, sem conseguir dormir, perdida em minha contagem regressiva, perdida em pensamentos... será que vai chorar? Será que sentirá minha falta? E eu, vou chorar? Certamente sentirei falta da Fada Faladora nesta horas de escolinha, que serão extremamente massantes e silenciosas, pelo menos para mim.
Me despeço aqui, faltando 3 dias 7 horas e 27 minutos para o primeiro dia de aula.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Abri meu baú para viver uma aventura poética.

Num farol fechado da Brigadeiro Luís Antônio,envoltos em prédios e automóveis precipitados,num clima que deveras muitissímo me agrada,um frio que acinzenta o céu,(eu amo a  poesia que esta atmosfera imprime em meu eu melancólico),meu marido me disse que seu erro é me amar demais.Alegria e tristeza me invadiram.Não sei...isso é bom ou ruim?Sabe,agonia e êxtase?Parecia sofrimento.E eu, lacrimosa pra variar,dei-lhe um beijo.E a tristeza passou a parecer-me um singelo gozo de felicidade.
O farol abriu,o transito fluiu,a chuva que o céu prometia caiu...meia duzia de pessoas olhavam a ceninha quase pitoresca através das janelas de um ônibus,mas nada me tira da cabeça que o que lhes chamou a atenção foi de fato a sinfonia de buzinas que nos resgatou do bosque florido onde estávamos.
Eu me sentindo engarupada no cavalo branco do príncipe com o qual por tantas vezes eu fugi da faculdade para ir ao cinema."Vamos minha donzela...hoje eu pago a pipoca".
Nossa história é repleta de passagens epopéicas,dentro da minha visão romântica e floreada é claro.Sempre com o cenário que mais me inspira...uma metrópole atormentadamente melódica.Eu gosto das coisas assim,com repertório e contexto.
Os motores e alternadores ligados e ele a me olhar apaixonado.E não me causa enfado pensar no quão grande é esse amor...haja visto que nos dias atuais coisas deste tipo pareçam ultrapassadas e cafonas.Mas neste caso não.Tem que me amar muito para me suportar.Assim só posso supor que este sentimento de fato exista para quem acredita nele e que ser alvo te tamanho desvelo é no minimo um privilégio.Mas...aqui entre nós,admito que nem me acho merecedora de tudo isso...porque eu sou chata pra caralhooo!!!!
E o meu gladiador?Ah...o meu gladiador...um guerreiro, um herói.Tem que ser de armadura e escudo para transpor o impiedoso mar vermelho no qual mensalmente mergulho.E ele é destemido e valente...e isso já vale uma epopeia .Desornamentando a ave de natal...o peru...ele tem um saco de ouro.Meu marido,não a ave!!
"Sabe qual é meu erro Ari...eu te amo demais".E então eu decidi escrever.Como quem tenta entender...existe medida para isso?Quem inventou o amor inventou a medida?Acho que têm dias em que ele deve me amar "demenos"...
A bem da verdade a vida nos da a deixa.Improvisa quem quer.E em épocas de lirismo e poesia à flor da pele,bem ai pode ser no farol da Brigadeiro,na Sé...na cobertura do edifício Copan onde já estivemos numa tarde magnifica...pode ser sei la onde...Se ele me ama eu digo o mesmo.Se o cenário é perfeito,isso é a gente que faz...definitivamente.Nossos olhos têm a mesma capacidade para ver feio ou para ver bonito.
"Sabe qual é meu erro Marcos...o mar vermelho,mas ele passa".
O amor não,o amor fica...com medida ou desmedidamente.





quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

abri meu baú pra apresentar a Catsaridafobia: o medo de baratas...




Nunca na minha vida me deparei com um monstrinho rastejante tão nojento, asqueiroso, repugnante, repulsivo e aterrorizador como uma barata. Talvez um trauma de infância, algum tipo de fobia ou pura aversão.
Ontem a noitinha ao me deparar com uma delas (e olha que esses insetos ainda vão dominar o mundo vez que ate a uma hacatombe nuclear eles sobrevivem) ao descer as escadas quase MORRI, tive uma ataque histérico de gritos. E o "pequeno asqueiro ser" sai correndo enquanto eu ainda gritava.
Hoje de manhã não é que a dita cuja estava no mesmo lugar e de pernas pro ar? Achei que meus problemas haviam acabado.
Eis que ao pegar a vassoura no ímpeto de levá-la para longe de mim e deixa-la no submundo sujo do qual ela pertence, a barata simplesmente virou riu da minha cara, bateu asas e voou.



Bebel, minha prima, as Flores ficam pra depois...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Abri meu baú...para apanhar flores.

Patricia é uma flor que brotou  e cresceu no mesmo jardim de onde vim...nós duas estivemos numa moradia onde mais ninguém neste mundo esteve.É incrível,não é?
É como criar um lugar imaginário que só você poderá frequentar.Pense.Mas neste caso, este lugar de fato existe e foi passível de nos abrigar.Ainda que em tempos destintos esse lugar pertenceu apenas à nós duas...e  à esta ligação mágica damos o nome de  fraternidade.
Admirável,  magnifico e igualmente natural...
Então(imaginativa com sou)criei dentro do meu baú uma dimensão própria para nos encontrarmos e recriarmos nosso próprio universo...quer vir comigo???
Ahhhhhhhhh!!!decidi adotar alguém...E  esta flor atende pelo nome de Cristiane...nossa irmã do coração.
Agora este será nosso lugar...uma gestação tripla...uma crisálida para três.Para criarmos lindas asas coloridas e voarmos livres nos jardins da nossa própria imaginação.
Vamos juntas???

P.S.:Aguardo resposta por meio de texto.Aceito subjetividade,perspicácia,bom humor e, lógico,flores...

Para minhas irmãs
Pati e Cris

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

abri meu baú...para guardar algumas coisas...

Tentando colocar ordem no armário encontrei um colar cervical e um colete de putti...chorei.
Foram dias dificeis...pensei que meu pai ia morrer.Eu vi ele me deixando e eu me culpava por ter me enganado tanto.Nunca imaginei ver meu pai como vi...tão fragil e ausente.
Era eu quem estava junto com ele quando disseram MENINGITE.Um buraco se abriu sob meus pés.
Ha alguns dias eu havia ligado para a farmacia e pedido um colar cervical...acreditando que a dor na coluna da qual ele se queixava havia lhe afetado o pescoço...quanta ignorancia.
Fui surpreendida e acreditei que não o teria de volta.E durante a luta de tentar acreditar no contrário, a vida me mostrou que aquele lance de "flash back" é real, apesar de ser piégas.
Eu me lembrei do dia em  que eu disse à ele, durante uma briga muito séria,que eu seria capaz de ve-lo morrendo com a boca seca e seria capaz de não dar-lhe sequer uma gota de água.Quanta bobagem...
Durante seu pior periodo de internação eu lhe dei água com a tampinha de uma garrafa, gota por gota.Meu pai,tão forte,diante de mim amarrado à uma cama de hospital,literalmente amarrado.
Eu corria tanto, falava com tanta gente, decorei tantos nomes, fui apresentada à tantas possiveis bactérias...Eu faria tudo novamente.Vinte vezes por dia, todos os dias da minha vida, enquanto meu folego soprasse dentro de mim.Porque eu te amo pai.E porque ainda que nossas vidas tenham em muitos momentos nos feito descordar e ser ásperos um  com o outro,o inesperado nos faz ver que palavras muitas vezes são vãs e que ainda que sejam ditas,  elas não são prisões...
Eu fui livre,e lhe fiz tudo o que jamais imaginei ter "peito" pra fazer.Porque palavras não são prisões.
Porque a maior virtude que alguem pode levar consigo é a capacidade de mudar de idéia.
Então abri meu baú.Para guardar um colar cervical,um colete de putti e todas as coisas que podem impedir alguem de ser plenamente feliz...o pior ja passou.Em todos os sentidos.
EU TE AMO PAI E FARIA TUDO NOVAMENTE PORQUE ESSA É NOSSA HISTÓRIA.

Para meu pai.
Meu cowboy.
Meu heroi.

Ariadne de Oliveira