segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Abri meu baú... para esperar...

Esperar a hora passar, pena que o relógio insiste em não colaborar.
Depois de um domingo inteiro tentando atrasar o relógio agora quero que ele corra, é possível entender isso?
O engraçado é que jamais vi um domingo tão veloz e também tão cheio de informações a confirmar, "Qual o nome do papai?", "Qual o nome da mamãe?", "Onde trabalham o papai e a mamãe?", "Qual o numero do telefone da mamãe?". Organiza e confere a lista de material, e vamos etiquetar! Precisa de tipagem sanguínea nas etiquetas dos cadernos? (paranoica, eu? impressão sua!)
Enfim amanhece a segunda-feira (já que estava acordada a noite toda presenciei o fato em primeira mão!), tira a Fada Faladora da cama, veste com o uniforme, penteia e poe xuxinha, fotografa é claro!
Após uma caminhada cheia de perguntas e resposta chegamos a escolinha e lá se senta ela rodeada de outras crianças, dou um beijo e digo adeus... meu estômago se enche e borboletas esvoaçantes querendo sair pela boca e lagrimas querendo derramar pelos olhos... rodeio as janelas... espero e ela chora... tenho vontades de pega-lá e sair correndo e jamais traze-lá de volta aquele lugar! O Papai me acalma e no fundo também se acalma com suas próprias palavras de conforto, vejo nos olhos dele a mesma angustia que há em meu peito. Ainda bem que ele estava lá comigo (como sempre nestes 10 anos!), a Fada Faladora se acalma, o Papai me pega pela mão e vamos embora com a promessa da diretora de que ela ficará bem e que qualquer problema seremos avisados.
Não tenho vergonha de dizer, chorei o caminho inteiro até em casa (e neste momento ainda choro) e que senão fosse a força do Papai segurando minha mão teria voltado e me sentado na calçada enfrente a escola.
Agora novamente começa a contagem regressiva, faltam 02 horas e 07 minutos para que eu possa aperta-lá em meus braços e ouvir sua reclamação por eu ter ido embora, e vai reclamar muito minha Fada Faladora, mais quem se importa quando temos o que mais amamos em nossos braços?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Abri meu baú.... para pensar...

Pensar o que sentiu minha mãe, minha irmã e tantas outras mães em seu primeiro momento de separação de suas tão adoradas crias.
Mais essa história não começa aqui, mas sim em dezembro do ultimo ano... Lá se vai está mãe que vos fala passar uma fria noite (e sim, faz frio em Rondônia!) no patio da escola municipal, entre mães, pais e avós. Depois de muitas histórias tristes e felizes amanhece o dia e finalmente minha pequena Fada Faladora encontra-se matriculada no pré-I.
Inicia-se ai uma contagem regressiva torturante de minha parte e ansiosa por parte dela, todas as manhãs de "é hoje mãe, que eu vou na minha escolinha?" e todas as noites de "quantos dias ainda faltam mãe?", não é atoa que a apelidei de Fada Faladora!
Então veio a odisseia das papelarias e lojas de uniformes, convencer a Fada Faladora que o uniforme verde também é de menina, mesmo não tendo rosa nele, a mochila (rosa, claro!) de rodinhas, escolher cadernos de flores e massinhas que ela ainda não poderia usar, e por ai vai uma lista de materiais escolares sem fim, mas com muitas marcas bem especificadas.
E aqui me encontro agora, sem conseguir dormir, perdida em minha contagem regressiva, perdida em pensamentos... será que vai chorar? Será que sentirá minha falta? E eu, vou chorar? Certamente sentirei falta da Fada Faladora nesta horas de escolinha, que serão extremamente massantes e silenciosas, pelo menos para mim.
Me despeço aqui, faltando 3 dias 7 horas e 27 minutos para o primeiro dia de aula.